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Brasil nos Jogos

Jogos Pan-americanos

SANTO DOMINGO 2003
Local: SANTO DOMINGO, Republica Dominicana
Início: 8 de janeiro de 2003
Término: 17 de agosto de 2003

SANTO DOMINGO 2003

XIV JOGOS PAN-AMERICANOS

 

Nos Jogos Pan-americanos Santo Domingo (República Dominicana), o Brasil conseguiu superar os recordes que havia quebrado na edição anterior do Pan, em Winnipeg, Canadá, quatro anos antes, quando o país já havia obtido seu melhor desempenho na História. O Brasil levou sua maior delegação para uma edição dos Jogos: 467 atletas, sendo 280 homens e 187 mulheres, competindo em todos os esportes, menos no hóquei na grama, no softbol, no raquetebol e na pelota basca. Comparando com Winnipeg, o Brasil teve um aumento de 21,7% no total de medalhas (123 a 101). Nas de ouro, 16% a mais (29 a 25); nas medalhas de prata, um pulo de 25% (40 a 32); e, nas de bronze, 23% (54 a 44).

Na briga pelas medalhas, os Estados Unidos continuaram soberanos. Eles ficaram em primeiro no quadro geral, com 270, sendo 117 de ouro. Em segundo, Cuba, com 152 medalhas no total e 41 de ouro. Na terceira colocação, a briga mais disputada no quadro. O Brasil ficou atrás do Canadá por muito pouco. Os canadenses conseguiram 128 medalhas, sendo 29 de ouro.

Os Jogos se destacaram pela empolgação dos dominicanos. Destaques também não faltaram para os brasileiros. A final masculina do tênis, entre Fernando Meligeni e Marcelo Ríos, do Chile, foi antológica. Meligeni decidira se despedir das quadras e escolheu Santo Domingo 2003 como sua última competição oficial. Na decisão, tendo pela frente um ex-número 1 do tênis mundial, Fininho não se entregou mesmo quando perdia o jogo por 1 sets a 0 e 5/4 com saque contra no segundo set, virou uma partida de quase três horas e fechou sua carreira com uma medalha de ouro.

Quem também se superou foi o nadador Rogério Romero. Aos 33 anos, o veterano venceu os 200m costas. A natação, aliás, quebrou o recorde de medalhas conquistadas por uma modalidade brasileira em uma única edição de Jogos Pan-americanos (que era da própria natação, com 16, em Mar del Plata, Argentina, em 95, e do atletismo, com o mesmo número em Winnipeg) e somou 21. Além de Romero, outro que fez bonito foi Fernando Scherer, o Xuxa, que se tornou tricampeão pan-americano ao vencer os 50m livre, derrotando o então campeão olímpico da prova, Gary Hall Jr., dos EUA. Em Santo Domingo, assim como Xuxa, o iatista Robert Scheidt atingiu a marca de três títulos consecutivos em Pans, confirmando o favoritismo na classe laser. Os dois igualaram os feitos de Adhemar Ferreira da Silva (campeão do salto triplo em Buenos Aires 1951; Cidade do México 1955; e Chicago 1959) e Eronilde Araújo (vencedor dos 400m com barreiras em Havana 1991; Mar del Plata 1995; e Winnipeg 1999).

Gustavo Borges, na natação, e Hugo Hoyama, no tênis de mesa, travaram um duelo particular. Os dois começaram e terminaram os Jogos como os brasileiros com o maior número de medalhas de ouro na história do Pan até então. Gustavo, com o revezamento 4x100m livre (ao lado de Xuxa, Carlos Jayme e Jáder Souza), no qual o Brasil foi bicampeão, e Hoyama, que venceu nas duplas ao lado de Thiago Monteiro, passaram a somar oito medalhas douradas cada. Gustavo ainda ganhou mais três medalhas (prata nos revezamentos 4x100m medley e 4x200m livre e bronze nos 100m livre), atingindo a marca recorde de um brasileiro nos Jogos: 19.

O judô também teve excelente desempenho, conquistando oito medalhas, sendo cinco de ouro. O time masculino de basquete (ganhando da seleção local na decisão, com o Palácio dos Esportes Virgilio T. Soto totalmente lotado), a equipe feminina de handebol e a de ginástica rítmica desportiva (GRD) foram bicampeãs, assim como a tenista Joana Cortez, que venceu de novo nas duplas do tênis, agora ao lado de Bruna Colósio, e Vanderlei Cordeiro, na maratona. A karateca Lucélia de Carvalho, além de ser bicampeã, se tornou a primeira mulher brasileira a ganhar o ouro em duas edições consecutivas do Pan em provas individuais. Em abril de 2004, oito meses após o fim dos Jogos, o Brasil teve confirmado outro bicampeonato, o do revezamento 4x100m do atletismo (com André Domingos, Claudinei Quirino, Edson Luciano e Vicente Lenílson). A Organização Desportiva Pan-americana (ODEPA) confirmou que, devido ao resultado positivo do antidoping do americano Mickey Grimmes após a prova dos 100m rasos (vencida por ele), EUA também deveriam perder o ouro no 4x100m (no qual Grimmes integrou a equipe) porque o revezamento fora disputado depois da final dos 100m. Com isso os brasileiros, que tinham conquistado a medalha de prata, herdaram o ouro.

No torneio masculino de handebol, o Brasil conseguiu uma vitória espetacular contra a Argentina, na prorrogação. No futebol, a Seleção feminina brilhou e derrotou o Canadá na final por 2 a 1, com um gol de ouro, também no tempo complementar.

Outras gratas surpresas aconteceram. O Brasil conseguiu suas primeiras medalhas nos saltos ornamentais. O ouro até então inédito veio na maratona para mulheres, com Márcia Noarloch, na canoagem, com Carlos Campos e Fábio Demarchi, e na patinação artística, com Marcel Stürmer. Na natação sincronizada, o conjunto brasileiro ficou em terceiro e conquistou uma medalha que não ganhava há 40 anos, desde o Jogos Pan-americanos São Paulo 1963. No dueto, as gêmeas Isabela e Carolina de Moraes repetiram o bronze de Winnipeg, com o detalhe de que Carolina competiu em Santo Domingo com uma fratura no pé direito.

A equipe masculina do Brasil, que tinha Danilo Nogueira, Diego Hypolito, Michel Conceição, Mosiah Rodrigues, Victor Rosa e Vitor Camargo conquistou seis medalhas ao todo. Em 2005, Diego Hypolito se tornaria campeão mundial do solo.

Número de países: 44
Países: Antígua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Argentina, Aruba, Bahamas, Barbados, Belize, Bermuda, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Ilhas Cayman, Ilhas Virgens, Ilhas Virgens Britânicas, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Total de atletas: 5.500
Atletas do Brasil: 467

Número de esportes: 35
Esportes: atletismo, badminton, basquete, beisebol, boliche, boxe, canoagem, ciclismo, esgrima, esportes aquáticos (natação, natação sincronizada, saltos ornamentais, polo aquático), esqui aquático, futebol, ginástica (artística e rítmica), handebol, hipismo, hóquei sobre grama, judô, karatê, levantamento de peso, lutas, patinação sobre rodas, pelota basca, pentatlo moderno, raquetebol, remo, softbol, squash, taekwondo, tênis, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e vôlei e vôlei de praia.
Esportes estreantes: -Karatê           kumitê  mais de 58-kg feminino Lucélia de Carvalho Ouro – de acordo com o manual de estilo

 

 

Karatê           kumitê menos 80-kg masculino Nelson Luiz Bittencourt Prata

 

Lutas            livre      menos 96-kg masculino Antoine Jaoude Prata

 

Taekwondo               menos 68-kg masculino Diogo Silva Bronze

 

Taekwondo                mais 80-kg masculino Walassi Ollier Bronze

 

 

 

Galeria
Crédito: 1 de

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